Já assisti muitos revivals. Tantas decepções que estragaram algumas lindas primeiras e segundas impressões. “Um ano para recordar” poderia destruir o ano, ou ganhar na mega sena!

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No dia 25 de novembro às 6h, quando sairam os 4 episódios de “Gilmore Girls: A Year In The Life”, apenas rezei para que o revival não destruísse de novo uma das séries mais importantes da minha vida.

Pequenas semelhanças com a vida real: perdi meu pai aos 3 anos e vivi apenas com minha mãe por muito tempo, casos de amores tão intensos quanto os de Rory e Lorelai, vício por maratonas de filmes e séries com tantas junk foods, e ainda um leve amor por café e jornalismo. Poderia citar aqui mais uma lista enorme de coisas que me aproximaram de Gilmore Girls a 16 anos atrás (como Rory, sou meio neurótica e obsessiva com listas e organização), mas acredito que basta dizer que ela foi minha primeira paixão madura de seriado.

Antes do revival, já havia assistido todas as temporadas de Gilmore Girls pelo menos umas 5 vezes. Poucos meses antes assisti mais uma vez. Queria entrar de cabeça no revival com tudo muito fresco, pra captar todas as referências e não deixar passar nada, absolutamente nada batido.

Às 6h então acordei, peguei meu café, que hoje em dia não tomo por problemas no estômago hehehehe, sentei na minha cama com meu notebook e assisti o primeiro episódio: “Inverno”. Meu deus, foi como se meu coração pulasse da boca e eu nunca tivesse “saído” de Stars Hollow.

Que fantástica a atuação de Kelly Bishop em nome do personagem do ator Edward Herrmann. Que maravilhosa a escrita desse roteiro incrível de Amy Sherman-Palladino e de Daniel Palladino. É realmente como se nunca tivessem ido embora. Mas foram. E voltaram trazendo todas as nuances da globalização, da tecnologia, da atualidade, e mantendo o lado mágico e fantasioso que é a comunidade de Stars Hollow.

Eu tinha que trabalhar, ainda era sexta feira. Fui no supermercado, comprei tudo que podia lembrar da lista de junk food de Lorelai e Rory e fui pra casa às 20h para fazer minha maratona dos últimos 3 episódios. Não havia nadaaaaaaa e nenhuuum convite na história da humanidade que me faria perder essa noite em minha casa sozinha hehehehe…

BEST DAY EVER!!! O revival foi muito bom, trouxe toda a turma de volta. Senti falta apenas de Marty, Lucy, Dave, TJ, Liz e o Tristan real kkkkk… Mas já percebe-se a ginástica para encaixar todo mundo nos 4 episódios, acho que é saudável não abusar da sorte hehehe..

Para quem nunca assistiu a série, gira em torno da relação de uma mãe (Lorelai) e filha (Rory), e delas com os pais de Lorelai, num processo dramático, intenso, cômico e rápido de vida real retratada numa cidade fantasiosa e dos sonhos. É um pouco de identificação com o que você vive, mas um verdadeiro escape da realidade.

É drama, mas é comédia. Você ri, você chora. Na época não havia nada rolando na TV nesse perfil. No último ano os criadores da série não puderam estar a frente do programa, portanto ainda tinham algo a dizer, alguma história pra contar. E com a realidade atual do Netflix, acredito que surgiu também a oportunidade perfeita disso acontecer.

Que feliz é saber que todo o esforço que fizeram em conciliar agendas, trabalhar dentro de orçamentos e agendas, nos trouxeram até aqui.

Alexis Bledel e seus três “maridos” foram perfectos! Que closure para estas relações, quem me dera na vida real também tivéssemos estas oportunidades kkkkkkk PS.: sou #timeJess all the way.

Mas os grandes astros desse revival sem dúvida foram Lauren Graham e Scott Patterson. Atuação impecável unido a um roteiro perfeito, tornou emocionante o enredo. O sonho de toda série é vê-los juntos do início ao fim, desse jeitinho que os Palladinos conseguiram dialogar conosco no 4o episódio, pessoalmente o MELHOR: “Outono”.

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Encerrou com chave de ouro e cerejinha no topo do bolo (feito pela Sookie hihihi) :*