Outra forma de amar.
Preciso admitir a urgência de aprender outra forma de amar.
Uma forma sem estratégias, sem apego a antigos traumas,
sem o vício de carregar o peso do que já se foi.
Uma forma mais bela, sem classificação definida; uma forma sem forma.
Na estrada das relações há amplitude,
não me soa sábio definir o amor de hoje com base nos amores de ontem.
Cada amor possui uma face de feições próprias.
Chega de carregar nas tintas:
eu quero esculpir a mim mesma,
colocar meu coração à prova e permitir que a vida faça nele
os entalhes necessários para consolidar um amor maduro.
Chega de idas e vindas:
meu peito não é tabuleiro de xadrez.
Que não haja mais jogos aqui dentro,
mas a transparência, a limpidez,
reflexo da verdade que pulsa; insistente, vigorosa. Soberana.
Que meu corpo seja instrumento de uma forma de afeto mais puro
e não de mero divertimento.
Minha alma não é parque de diversões.
Chega de pular de galho em galho:
amor que se preza é aquele cuja consistência
se torna, naturalmente, capaz de criar raízes
E, assim, nutrir e ser nutrido por tudo o que o cerca.
O amor é a grande raiz-mãe que alimenta o mundo. (Juliana Davi)
by http://tocaopenaporta.blogspot.com/ (ótima indicação!!)