Outra forma de amar.
Preciso admitir a urgência de aprender outra forma de amar.
Uma forma sem estratégias, sem apego a antigos traumas,
sem o vício de carregar o peso do que já se foi.
Uma forma mais bela, sem classificação definida; uma forma sem forma.
Na estrada das relações há amplitude,
não me soa sábio definir o amor de hoje com base nos amores de ontem.
Cada amor possui uma face de feições próprias.
Chega de carregar nas tintas:
eu quero esculpir a mim mesma,
colocar meu coração à prova e permitir que a vida faça nele
os entalhes necessários para consolidar um amor maduro.
Chega de idas e vindas:
meu peito não é tabuleiro de xadrez.
Que não haja mais jogos aqui dentro,
mas a transparência, a limpidez,
reflexo da verdade que pulsa; insistente, vigorosa. Soberana.
Que meu corpo seja instrumento de uma forma de afeto mais puro
e não de mero divertimento.
Minha alma não é parque de diversões.
Chega de pular de galho em galho:
amor que se preza é aquele cuja consistência
se torna, naturalmente, capaz de criar raízes
E, assim, nutrir e ser nutrido por tudo o que o cerca.
O amor é a grande raiz-mãe que alimenta o mundo. (Juliana Davi)
by http://tocaopenaporta.blogspot.com/ (ótima indicação!!)
É difícil pra C.!
Não sei se me escrevo estas coisas pra lembrar, não sei se me escrevo pra me corrigir, não sei se te escrevo pra saberes, só sei que escrevo.
Fica aí. Bjo aos fiéis leitores.
Então, eu sempre tiro as pilhas do relógio pra que ele possa chegar.
o tic-tac incomoda e eu não quero incomodar.
os ponteiros dormem enquanto nos distraímos um com o outro.
o telefone não toca mas também nem precisa tocar.
o mundo não respira mas também nem precisa respirar.
o tempo passa mas, poxa, nem precisava passar. então, eu sempre tiro as chaves da porta pra que ele possa ficar. a solidão me incomoda e eu não quero incomodar.
os porteiros dormem enquanto nos lembramos um do outro. o rádio não toca mas também nem precisa mais tocar. a cidade não pára mas também nem precisa mais parar. a campainha não chama mas, poxa, bem poderia chamar.
então, eu sempre tiro as roupas do caminho pra que ele possa voltar.
a saudade me incomoda e, não, eu não quero incomodar.
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
.
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego,
medo de vagar sem rumo
.
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de iludir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu…
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.
Sessão de rock do dia.
Woke up to the sound of pouring rain
The wind would whisper and I’d think of you
And all the tears you cried, that called my name
And when you needed me I came through
I paint a picture of the days gone by
When love went blind and you would make me see
I’d stare a lifetime into your eyes
So that I knew you were there for me
Time after time you were there for me
Remember yesterday – walking hand in hand
Love letters in the sand – I remember you
Through the sleepless nights and every endless day
I’d wanna hear you say – I remember you
We spend the summer with the top rolled down
Wished ever after would be like this
You said I love you babe, without a sound
I said I’d give my life for just one kiss
I’d live for your smile and die for your kiss
Remember yesterday – walking hand in hand
Love letters in the sand – I remember you
Through the sleepless nights and every endless day
I’d wanna hear you say – I remember you
We’ve had our share of hard times
But that’s the price we paid
And through it all we kept the promise that we made
I swear you’ll never be lonely
Woke up to the sound of pouring rain
Washed away a dream of you
But nothing else could ever take you away
‘Cause you’ll always be my dream come true
Oh my darling, I love you
Remember yesterday – walking hand in hand
Love letters in the sand – I remember you
Through the sleepless nights and every endless day
I’d wanna hear you say – I remember you
Remember yesterday – walking hand in hand
Love letters in the sand – I remember you
Through the sleepless nights and every endless day
I’d wanna hear you say – I remember you
Childhood living is easy to do
The things you wanted I bought them for you
Graceless lady, you know who I am
You know I can’t let you slide through my hands
Wild horses couldn’t drag me away
Wild, wild horses couldn’t drag me away
I watched you suffer a dull aching pain
Now you decided to show me the same
No sweeping exits or offstage lines
Can make me feel bitter or treat you unkind
Wild Horses couldn’t drag me away
Wild, wild horses, couldn’t drag me away
I know I dreamed you a sin and a lie
I have my freedom but I don’t have much time
Faith has been broken tears must be cried
let’s do some living after we die
Wild Horses, couldn’t drag me away
Wild, wild horses, couldn’t drag me away
Wild Horses couldn’t drag me away
Wild, wild horses, we’ll ride them someday
Para metades.
Metade do que sou quer ser
metade do que dou quer ter…
Metade do que somos, podemos
do que podemos, queremos…
Para metades, metades bastam!
Um quarto de qualquer coisa
às vezes é melhor que nada.
E nada é quase sempre
melhor do que qualquer coisa…
Qualquer coisa
é melhor do que sofá de espera
vazio
em ante-sala…
Metade desse ser
que por vezes sou
quer ser…
Sonho ser inteira
e parte dessa guerreira
já perdeu a guerra!
Metade desse morro
dessa serra, eu transponho…
Mas ainda falta
mais que a metade
pra passar a espera…
É que preciso deixar de ser meio,
de ser via,
sem servir…
Levantar da ante-sala do meu eu
abandonar a solidão
propícia de quem cobra,
de quem sobra…
pegar o meu papel
rever-me, retirar o véu,
mirar…
E, em algum momento
no palco da vida,
pelo menos coadjuvar…
Sessão filme da tarde de comédia romântica.
As fotografias sabem…
This house
She’s holding secrets
I got my change behind the bed
In a coffee can,
I throw my nickels in
Just incase i have to leave
And i will go if you ask me to
I will stay if you dare
And if i go i’m goin shameless
I’ll let my hunger take me there
This house
She’s quite the talker
She creeks and moans
She keeps me up
And the photographs
Know i’m a liar
They just laugh as i burn her down
And i will go if you ask me to
I will stay if you dare
And if i go i’m goin on fire
Let my anger take me there
The shingles man they’re shaking
The back door’s burning through
This house she’s quite the keeper
Quite the keeper of you
I will go if you ask me to
I will stay if you dare
And if i go, i’m goin crazy
I’ll let my darlin take me there
E de alguma forma compartilhar um pouco…
“… Me arrepender quando estou errado e feliz quando você me perdoa. Olhar suas fotos e querer ter te conhecido desde sempre. Ouvir sua voz no meu ouvido, sentir sua pele na minha pele, e ficar assustada quando você se irrita. Eu digo que você está linda, e te abraçar quando você estiver aflita, e te apoiar quando você estiver magoada, te querer quando te cheiro, e te irritar quando te toco e choramingar quando estou ao seu lado. E choramingar quando não estou. Debruçar-me no seu peito, te sufocar de noite e sentir frio quando você puxa o cobertor e sentir calor quando você não puxa. Me derreter quando você sorri, me desarmar quando você ri…”
Essa é só uma pequena parte do vídeo abaixo. Impossível não se identificar com pelo menos uma das vontades ou formas de expressão dos atores desse vídeo…
Reflections of a Skyline é um curta britânico (sim, eu tamb sou dessa fase da modinha britânica) que tenta resumir em 6 minutos o que queremos, sentimos e somos (homens e mulheres) em relação a um dos maiores sentimentos do universo: o AMOR.
O retorno.
Posso contar um monte de mentiras, e serão meras palavras ao vento, já dizia Cássia Eller…
A verdade é que já não tenho mais conseguido me expressar apenas por 140 caracteres e o acumulo de sentimentos não tem diluído em pequenas partes como costumava administrar…
As informações e respostas, que esse mundo louco e desenfreado exige, não têm fluido com rapidez… E este blog volta a ocupar espaço (e necessidade!) pras minhas elaborações.
Portanto retorno, revivendo algumas lembranças e memórias, mas no esforço de repaginar mais uma vez essa vida louca, nem sempre boa, nem sempre ruim, mas diferente de tempos em tempos…
Beijo e com carinho aos leitores fiéis, Grazi.
Ps.: Acabei de assistir hoje os episódios da minisérie da Globo “Amor em 4 Atos”.. Achei uma #putafaltadesacanagem com meu coraçãozinho hauauhaua… segue a música favorita de quem vos fala (qualquer semelhança, mera coincidência!):
Te perdôo
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz
Te perdôo
Por pedires perdão
Por me amares demais
Te perdôo
Te perdôo por ligares
Pra todos os lugares
De onde eu vim
Te perdôo
Por ergueres a mão
Por bateres em mim
Te perdôo
Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti
Te perdôo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)
Te perdôo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí
Te perdôo
Te perdôo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdôo
Por te trair
Primeiro de Maio – Dia do Trabalhador.
“Meu Maio”
de Vladimir Maiakovski
A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês – Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era!
:~
“é o corte da carne que realmente lateja, e não a cicatrização…”